Coffret Gourmand La Borie

  • Publica em 18/6/2016

Pela segunda vez, o Le Relais La Borie participa do Festival Gastronômico de Búzios. O restaurante do hotel, o Chez Françoise, traz uma sobremesa composta com 4 deliciosas criações típicas da França: la madeleine, le calisson, le financier e le macaron de Paris. Escolhidos com muito cuidado para a ocasião, foram levados em conta três aspectos para a decisão: o sabor, a identificação com a gastronomia francesa e a história da sobremesa.

"Queríamos trazer ao público especialidades muito tradicionais na França que remetem à Lart de recevoir: a elegância dentro da simplicidade. Um símbolo de prazer, festa e convivência que traduz à nossa história há séculos e faz parte do nosso patrimônio e traduções culinárias", explica Laetitia Angeletti, responsável de marketing e comercial do Hotel.

Em parceria com a Carmen Steffens, o Le Relais La Borie montará seu espaço em frente à loja da marca, na Rua das Pedras, no número 221.

Conheça um pouco sobre a história dos tradicionais doces franceses que serão apresentados pelo restaurante.

La Madeleine
Doce em forma de concha, tradicional da região da Lorraine (nordeste da França), da cidade de Commercy. Na França, a Madeleine é símbolo de convivência.
Conhecida também como a Madeleine de Proust: Uma metáfora muito usada na França e vários outros países, para se referir a um gesto, um objeto que nos traz uma lembrança indescritível da infância. Ela se refere a uma das cenas mais famosas do escritor Marcel Proust, no livro A la recherche du temps perdu (A procura do tempo perdido), em que o autor faz um relato longo e detalhado da primeira vez em que saboreou uma Madeleine com chá na infância, comprada por sua tia numa confeitaria próxima a sua casa, e como nunca mais sentiu o mesmo prazer ao provar o quitute durante sua vida. O relato é tão detalhado que nos dá vontade de sentir todas as emoções descritos pelo Proust.

Le Calisson
Um doce em forma de amêndoa, tradicional do Sul da França, da cidade de Aix-en-Provence, desde o século XV. Calissoun, que pode ser traduzindo por pequeno cálice, tem em sua etimologia ligação com a taça sagrada da Eucaristia. Assim, o doce torna-se símbolo de proteção, de bendição. A cada ano é tradição dos habitantes de Aix-Em-Provence ir benzer seus calissons.

Le Financier
Doce tradicional de Nancy, na região da Lorraine, no nordeste da França. O doce ganhou esse nome devido ao confeiteiro Lasne, que por volta de 1890 se tornou conhecido devido à sobremesa, que antes tinha o nome de visitandines. Ele tinha sua loja perto da bolsa de valores, com grande parte do público sendo do setor financeiro. Os clientes buscavam comer pequenos doces que não sujassem as mãos. Assim, para agrada-los, ele criou o formato atual do doce, lembrando um lingote de ouro, e alterando o nome, eternizando a criação.

Le Macaron de Paris
De origem italiana, o doce era antigamente conhecido como macarrone, e chegou a França no século 16. A primeira receita era feita com merengue de amêndoas e similar ao Amarreti. Desde então, a receita passou por inúmeras modificações até chegar a sua apresentação atual no século 19, pelas mãos de Pierre Desfontaines, da famosa Ladurée de Paris. Ele uniu os dois pequenos discos, colocando cremes especiais entre eles, criando uma das mais conhecidas e deliciosas sobremesas do mundo.

Foto: Fabio Rossi